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Eliane Schlemmer palestra no IeTIC 2026 na Universidade Complutense de Madri

Palestra “IA e Metaverso na constituição de Ecossistemas no Paradigma da Educação OnLIFE”, no IeTIC 2026 - XII Conferência Ibérica de Inovação na Educação com TIC.

Durante o IeTIC 2026 - XII Conferência Ibérica de Inovação na Educação com TIC, realizada na Universidade Complutense de Madri, Eliane Schlemmer, coordenadora do projeto Cidadania Viva, apresentou as investigações do GPe-dU - Grupo de Pesquisa em Educação Digital acerca de temáticas que relacionam a Inteligência Artificial e o Metaverso no Paradigma da Educação OnLIFE.

Para Schlemmer, o Paradigma da Educação OnLIFE emerge da compreensão de que habitamos uma realidade hiperconectada, na qual se dissolvem as fronteiras entre online e offline, humano, natureza e tecnologia. Trata-se de uma virada epistêmica que supera o antropocentrismo e compreende a educação como um ecossistema híbrido, reticular e inteligente, onde as dimensões física, digital e biológica se entrelaçam.

Nesse contexto, a escola e a universidade conectam-se à cidade, à biodiversidade e às tecnologias, constituindo ecologias conectivas orientadas à cidadania viva e à transformação social. Assim, o paradigma da Educação OnLIFE implica uma metamorfose da própria educação, demandando novas arquiteturas educacionais, currículos reticulares e uma docência capaz de orquestrar ecossistemas inteligentes em um co-mundo conectado.

As três abordagens da IA na Educação:

Instrumental: A IA como uma ferramenta. O foco está no uso/aplicação em Pedagogias Diretivas, entendendo o conhecimento como algo externo.

Relacional: A IA em/na/para a educação. O foco é a apropriação e o conhecimento como interação, exigindo uma Pedagogia Relacional e novas competências em IA.

COinteligêncIA: A IA como parceira epistêmica (inteligências conectadas). O foco é a invenção e o conhecimento como um ato conectivo, baseando-se em Pedagogias Conectivas.

Sobre o Metaverso:
O conceito do Metaverso ganha uma nova compreensão, indo além da ideia de um “mundo de jogo". Segundo a definição de Eliane Schlemmer e Massimo Di Felice, professor da USP, os Metaversos são ecologias que possuem uma arquitetura vinculante que dependem das interações entre tecnologias XR, dispositivos portáteis, software e pessoas.

Além disso, transformam as experiências humanas, alterando o nível de percepção, as formas de sentir, as condições de vida e mudando em tempo real à medida que as diversas entidades interagem entre si, exemplificado pelo projeto onde o Santo Inácio de Loyola aparece em 3D para contar a história jesuíta em painéis físicos da biblioteca.

Eliane defende que a produção do conhecimento hoje não é um ato isolado do ser humano. Trata-se de um ato de (CO)ivenção, nascido da conexão entre humanos e não humanos.

No paradigma da Educação OnLIFE, não podemos falar apenas em "IA em/na/para educação", mas em uma educação desenvolvida com e entre inteligências diversas. O papel da universidade é fazer a instituição habitar a cultura digital para transformar seus tempos, espaços e formas de operar, onde a tecnologia está presente para reconstruir a nossa conexão com o mundo.

Sob a ótica do Paradigma da Educação OnLIFE, uma perspectiva ecológica, conectiva e intuitiva emerge rompendo com dualismos e centralidades tradicionais. Ao habitar ambientes formativos híbridos, potencializamos o surgimento de hiperinteligências.

Nesse cenário, floresce o Projeto Cidadania Viva, unindo a universidade à cidade de São Leopoldo, em uma iniciativa transdisciplinar. Movidos pela urgência climática e pelas lições da enchente de maio/2024, buscamos construir um ecossistema inteligente voltado à sustentabilidade regenerativa, por meio das seis dimensões profundamente interconectadas pela Inteligência Artificial no projeto.

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