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Da Unisinos à Coreia do Sul

A jornada de Wilson Elgelmann, coordenador da Dimensão 6 do Projeto Cidadania Viva.

Wilson Engelmann é professor da Escola de Direito da Unisinos desde 1990. Construiu sua trajetória acadêmica na própria Universidade, onde realizou sua graduação, especialização, mestrado e doutorado.

Desde 2008, desenvolve pesquisas relacionadas às nanotecnologias, à regulação, à gestão de riscos e à construção de marcos normativos que não dependam exclusivamente da atuação do Poder Legislativo. Foi a partir dessa trajetória que surgiu também seu interesse pela Inteligência Artificial. Segundo Wilson, ao aproximar nanotecnologias e IA, “surgiu outro mundo de possibilidades de pesquisa na área regulatória e ética”.

Em 2026, essa trajetória levou Wilson ao KAIST — Korea Advanced Institute of Science & Technology, na Coreia do Sul, como pesquisador visitante em um período de pós-doutorado. A oportunidade surgiu a partir de um projeto de pesquisa desenvolvido em parceria entre pesquisadores brasileiros e sul-coreanos, aprovado em edital do CNPq. O projeto reúne diferentes instituições e áreas do conhecimento e prevê a investigação de tecnologias como blockchain e padrões para a rastreabilidade de dados e produtos de saúde.

No KAIST, sua pesquisa esteve diretamente ligada à Computação Aplicada, especialmente à Inteligência Artificial, Blockchain e Internet das Coisas, buscando também superar obstáculos existentes entre diferentes áreas do conhecimento.

O que essa experiência traz para a Dimensão 6?

A experiência de Wilson no KAIST dialoga diretamente com a proposta da Dimensão 6 do Projeto Cidadania Viva, ao aproximar regulação, tecnologia, diferentes setores e a necessidade de desenvolver respostas para problemas contemporâneos cada vez mais complexos. A experiência internacional reforça, ainda, a importância de ultrapassar os limites tradicionais entre áreas do conhecimento.

Além da dimensão acadêmica, a passagem pela Coreia do Sul também proporcionou uma experiência cultural. Em Busan, Wilson observou aspectos relacionados à organização do trânsito, ao transporte público, aos hábitos cotidianos e às práticas de gestão de resíduos. Entre suas observações, destacou o sistema de coleta de lixo e o uso de sacolas recicláveis, que trazem informações sobre reutilização e os dias específicos para coleta de materiais recicláveis e não recicláveis.

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