
Resumo
Objetivo - O trabalho tem como objetivo analisar os condicionantes físicos e estruturais que interferem na dinâmica de crescimento urbano nos municípios de Caxias do Sul, Farroupilha e Flores da Cunha, situados na Região Metropolitana da Serra Gaúcha, com ênfase na compreensão das deformações geométricas e vetores de expansão urbana.
Metodologia - A pesquisa fundamenta-se em uma abordagem de morfologia urbana, complementada por técnicas de análise espacial. Foram mensuradas a área urbanizada e as deformações geométricas dos assentamentos, considerando fatores topográficos, hidrográficos e infraestruturais, que orientam ou restringem a expansão em diferentes direções.
Originalidade/relevância - O estudo insere-se no gap teórico que relaciona a morfologia urbana e os processos de crescimento em cidades médias inseridas em contextos regionais específicos. A originalidade está em propor um modelo de análise preditiva de expansão que considera a interação entre fatores físicos e estruturais, aplicado a municípios de relevo acidentado e forte dinâmica econômica.
Resultados - Os resultados indicaram que determinados vetores de crescimento apresentam maior viabilidade em função da topografia e da rede rodoviária, enquanto outros sofrem restrições significativas, como as áreas próximas ao Rio Taquari e regiões de declividade acentuada. A aplicação de fatores de impedância possibilitou redistribuir de forma proporcional os percentuais de crescimento, ajustando o modelo de projeção às condições reais do território
Contribuições teóricas/metodológicas - A pesquisa contribui ao consolidar uma metodologia de análise urbana que combina medidas de área urbanizada e deformações geométricas, permitindo maior precisão na modelagem preditiva de crescimento urbano e no entendimento da relação entre morfologia e condicionantes territoriais.
Contribuições sociais e ambientais - O estudo oferece subsídios para o planejamento territorial sustentável, destacando a necessidade de direcionar a urbanização para áreas mais adequadas do ponto de vista ambiental e infraestrutural. Além disso, aponta caminhos para mitigar impactos negativos em áreas sensíveis, contribuindo para políticas públicas mais eficazes na gestão do crescimento urbano regional.